sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Por trás das folhas secas (Bosque Maia- Guarulhos, 2006)

  HOMENAGEM DE ANIVERSÁRIO A SÃO PAULO

"... E assim como a luz que se expande
     da autoconsciência do homem...
    Assim   também, surgirá o caminho 
   do  reencontro da matéria,
  com sua essência luminosa".

 (Felipe Gregório, é educador, artista visual, gestor cultural, atualmente estudando permacultura!)

 Veja: http://www.flickr.com/photos/visual_artfazim/3515103621/in/set-72157617906887368/http://www.flickr.com/photos/visual_artfazim/3515103621/in/set-72157617906887368/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Princípios do direito ambiental

artigo de Sabrina Maria Fadel Becue

Publicado em janeiro 28, 2011 
 A evolução do direito ambiental acompanha a crescente preocupação humana com o ambiente à sua volta. Mas somente na década de 1920, com a massificação das relações sociais, foi reconhecida a existência de direitos metaindividuais, entre eles, o direito à vida saudável. A tutela ambiental está assentada nesta premissa: necessidade de criar e preservar um ambiente adequado para desenvolvimento pleno do homem e das gerações futuras.
Pautado pelo objetivo exposto, as legislações e as declarações internacionais trazem uma série de princípios definidores da tutela ambiental, entre eles os princípios da precaução; do desenvolvimento sustentável; do poluidor-pagador; e da participação e responsabilidade comum, mas diferenciada. O princípio da precaução impõe que, na presença de dúvida quanto à segurança de um produto e no emprego de uma técnica ou incertezas em relação à ocorrência de dano ambiental, o ato deve ser evitado. Esse princípio sofre ferrenhas críticas em razão da sua abstração conceitual e aplicação casuística, já que os parâmetros de cientificidade variam de acordo com as normas de cada país. Contudo, elas não devem ser levadas a sério, visto que as políticas ambientais trabalham sempre com a potencialidade de dano e conseguem, mesmo assim, transformar a incerteza em dados e ações concretas através, por exemplo, do Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
“Caminhando” lado a lado com o princípio da precaução, o princípio do desenvolvimento sustentável transmite a idéia de ação em longo prazo. A necessidade de tutelar a qualidade de vida das gerações futuras, manejando corretamente a escassez dos recursos naturais, veda práticas predatórias. Se por um lado a livre iniciativa e atividade de empresa são garantias constitucionais, por outro, o desenvolvimento tecnológico permite que as empresas subsistam e lucrem com a implementação de práticas limpas e com melhor aproveitamento dos recursos naturais. O princípio não pressupõe a ingenuidade do intérprete quanto aos danos gerados por toda atividade industrial. O risco é ínsito à sociedade contemporânea, mas é preciso achar um ponto de equilíbrio implantando técnicas alternativas e com a utilização racional dos meios naturais.
Já o princípio do poluidor-pagador imputa a todos que desenvolvem atividades impactantes ao meio ambiente uma responsabilização própria desse novo ramo do direito. O ordenamento transfere os custos com políticas de prevenção de danos, exige medidas de monitoramento da atividade e, configurada a lesão, impõe também a reparação. Atuando nessas três frentes ele consegue desmistificar a idéia de que a poluidor não será apenado se houver garantias quanto à capacidade de indenizar as vítimas: degradar o meio ambiente não é uma opção. O Estado visa a internalização dos custos causados pelas atividades poluidoras na estrutura de produção e consumo, em outras palavras, encarece as atividades danosas ao meio ambiente, primeiro porque o causador deve ser o maior responsabilizado pelos danos e, segundo, porque esse é um meio eficaz de prevenção e incentivo ao emprego de ‘técnicas limpas’.
Por fim, resta analisar o princípio da responsabilidade comum, mas diferida. Este princípio reconhece que, em primeiro lugar, os países desenvolvidos, além de possuírem mais recursos para investir na proteção ao ambiente, normalmente são os maiores responsáveis pelos danos gerados. Considera também as diferenças entre os ecossistemas do planeta. Todos devemos zelar pela preservação do meio ambiente, contudo, as frentes de atuações e os montantes de investimentos realizados se diversificam. O Fundo Multilateral, criado pelo Protocolo de Montreal, é a expressão mais saliente do princípio, pois concede ajuda financeira aos países em desenvolvimento, para que aperfeiçoem os produtos, de modo a não mais prejudicar a camada de ozônio. No âmbito interno, temos o Fundo Nacional de Meio Ambiente, instituído pela Lei 7.797/89, que prevê recursos públicos a serem manejados pela própria administração ou por entidades privadas sem fins lucrativos, sob supervisão da SEMA, para realização de projetos voltados às unidades de conservação, ao desenvolvimento tecnológico, ao controle ambiental, entre outros (art. 5º).
Todos esses princípios são extraídos da sistemática adotada pelas legislações voltadas à proteção ambiental e tentam compatibilizar a ação humana com a necessidade de se proteger a natureza que nos circunda. Justamente por guardarem uma visão holística do processo de desenvolvimento social e dos danos que eventualmente este venha a causar ao ambiente, trazem em seu bojo medidas eficazes, quando aplicadas, para racionalização dos recursos naturais em prol da qualidade de vida.
* Sabrina Maria Fadel Becue (sabrina@ekj.adv.br)é membro do escritório Katzwinkel e Advogados Associados.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Composto orgânico é alternativa ecológica para campo e cidade


18 de Agosto de 2011 
Composto orgânico é alternativa ecológica para campo e cidade 



Com os conhecimentos gerados em pesquisa desenvolvida na Embrapa Instrumentação por aluna do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, pretende-se subsidiar o desenvolvimento de técnicas e tecnologias em prol do manejo sustentável dos agroecossistemas além de apresentar uma alternativa mais econômica e ambientalmente correta para produtores rurais. 

A pesquisa, que é a dissertação de mestrado da química Lívia Botacini Favoretto Pigatin, foi orientada pelo Dr. Ladislau Martin-Neto, e contou com a prestimosa supervisão do Dr. Wilson Tadeu Lopes da Silva e do Dr. Aurélio Vinícius Borsato, pesquisadores da Embrapa. Esta teve como objetivo avaliar a influência de diferentes compostos orgânicos de origem agroindustrial na produção vegetal e fertilidade do solo. 

Os compostos utilizados são provenientes de podas de árvore, bagaço de laranja, torta de filtro (resíduo da indústria sucroalcooleira) e esterco bovino. “Nós utilizamos compostos oriundos de resíduos produzidos abundantemente na região de São Carlos, no interior de São Paulo. A aplicação agronômica desses resíduos, após a compostagem, é uma alternativa à crescente produção de resíduos orgânicos no mundo e a aplicação desses compostos estabilizados no solo torna possível diminuir, ao longo dos anos, a aplicação de adubos minerais, melhorando a qualidade do solo”, afirma Lívia. 

De acordo com a pesquisadora, a poda de árvores é um resíduo tanto rural como urbano, cujo descarte pode se tornar um problema sobrecarregando aterros sanitários. Enquanto o bagaço de laranja representa cerca de 45% da massa total da fruta e é um resíduo de rápida deterioração. A torta de filtro é proveniente da indústria sucroalcooleira obtido do processo de clarificação do caldo de cana. Já o esterco bovino, resíduo que é amplamente usado in natura como adubo orgânico, tem suas propriedades fertilizantes otimizadas por intermédio do processo de compostagem. 

Fertilizantes minerais X Compostos orgânicos 

Segundo a bacharel em química, os fertilizantes minerais estão cada vez mais caros, enquanto os compostos orgânicos podem ser produzidos a partir de resíduos orgânicos da própria propriedade rural. 

Para verificar a influência de quatro diferentes compostos orgânicos, estes foram aplicados em doses previamente definidas na produção da planta medicinal Ocimum Selloi Benth. O experimento foi conduzido em vasos em casa de vegetação. O solo utilizado no foi o arenoso, ou seja, pobre em matéria orgânica. 

A Ocimum Selloi Benth, nativa das regiões Sul e Sudeste do Brasil, conhecida popularmente como atroveran, em São Paulo, é de grande interesse terapêutico (antidiarréico, antiespasmódico e antiinflamatório) e condimentar. 

“Pôde-se constatar que o composto que possui como material de partida esterco bovino e poda de árvores foi o que mais se destacou, trazendo maiores benefícios quando aplicado ao solo em questão. De modo geral constata-se a viabilidade do uso de compostos orgânicos como alternativa ao uso de fertilizantes minerais, contudo o manejo e as implicações na nutrição de plantas e a plena produtividade das culturas ainda representa desafio importante para as pesquisas”, conclui Lívia. 

(Agência USP) 
http://www.revistadae.com.br/novosite/noticias_interna.php?id=5370
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Saiba mais sobre os ODM-SP nab http://odmsp.blogspot.com/

http://sosabelhas.wordpress.com/about/

Rede Mobilizadores COEP ( Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida )
www.mobilizadores.org.br/coep - www.mobilizadorescoep.org.br 

terça-feira, 14 de junho de 2011

oficinas gratuitas sobre o Teatro de Animação

Cias Phillipe Genty (França) e Gare Central (Bélgica) dão oficinas gratuitas sobre o Teatro de Animação Contemporâneo
O Grupo Sobrevento promove, de 25 a 28 de junho, na cidade de São Paulo, duas Oficinas GRATUITAS, de duas das mais importantes companhias de Teatro de Animação contemporâneas do mundo: a Cia. Phillipe Genty, da França, e a Cia. Gare Centrale. A iniciativa de compartilhar o processo de criação e formação destas que figuram entre as mais renomadas companhias contemporâneas de Teatro de Animação do mundo é parte da II SEMANA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANIMAÇÃO DO SOBREVENTO, que tem o patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobras, o apoio da FUNARTE e a parceria da SP Escola de Teatro.
Com oito horas diárias e voltadas para jovens artistas, as Oficinas - que serão realizadas simultaneamente no Espaço Sobrevento e na SP Escola de Teatro - abordarão os diferentes princípios, poéticas e processos de criação que as destacaram na vanguarda da Arte Cênica Contemporânea, ao mesmo tempo em que estimulam a criação pessoal dos alunos, dando-lhes instrumentos para sua expressão particular. As inscrições para a Oficina CORO DE MEMÓRIAS: UMA INTRODUÇÃO AO UNIVERSO DE PHILIPPE GENTY - coordenada por Eric de Sarria, da Cie. Philippe Genty (França) - e para a Oficina O ATOR E O OBJETO: AS POSSIBILIDADES DE TEATRO E POESIA QUE NASCEM DESSE CONFRONTO - coordenada por Agnès Limbos, da Companhia Gare Central (Bélgica) - podem ser feitas até o dia 17 de junho pelo site do SOBREVENTO - http://www.sobrevento.com.br. Cada Oficina disponibiliza 15 vagas e a lista de selecionados será divulgada no dia 20 de junho no mesmo site, onde também podem ser encontradas mais informações sobre as Oficinas.

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Tomas Vargas

CEU CASA BLANCA
Núcleo Cultura 

sábado, 4 de junho de 2011

Inauguração do Ponto de Leitura Casa Jerônimo Jorge








O intercâmbio artístico e cultural, é um dado relevante nas iniciativas dA ONG AEMA que desta vez com o edital contemplado "Ponto de Leitura" em Ipaumirim CE- desenvolverá através da literatura intervenções artísticas através de oficinas que abordem o bioma caatinga e os problemas da vida cotidiana nese local.


Com previsão de 6 meses este projeto conta com a colaboração de voluntários para a sustentabilidade e captção de novos recursos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Povos da Floresta Urbana realizarão passeata na Paulista em prol da Cantareira

Em defesa do Cinturão Verde da cidade de São Paulo
Fonte: Rede de Cooperação da Cantareira
Maiores informações comunicacao@recanta.org.br


No momento atual de crise da urbanidade, redes ambientalistas no mundo inteiro tendem a criar elos de cooperação com as florestas e com os povos que nela habitam. Na Serra da Cantareira, a maior floresta urbana do Mundo não poderia ser diferente.
Dia 14/04 às 12h, na frente do vão livre do Masp moradores e amigos da região responsável por 51% do abastecimento de água de São Paulo se reunirão em uma grande passeata na Av. Paulista que deve anteceder a audiência pública marcada para as 14:00h na Assembléia Legislativa.
Buscando sensibilizar o governo e a sociedade em geral sobre a importância de uma grande floresta para uma grande cidade como São Paulo e sobre os impactos do traçado norte do rodoanel sobre os recursos naturais da região, as populações residentes e ambientalistas paulistanos manifestarão pacificamente sua vontade de que a U.C. Cantareira seja integralmente preservada evitando que a mesma seja exposta aos riscos derivados de 40km de rodovia cortando sua zona de amortecimento através de túneis, viadutos e estradas.
O movimento S.O.S Cantareira, vem se consolidando desde o final da década de 80. Venceu a proposta da VPM (Via Perimetral Metropolitana) em 1988. Em 1994, impulsionou a criação do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (Reserva da Biosfera reconhecida pela UNESCO) e em 2004, alicerçado em estudos técnicos, comprovou a inviabilidade ambiental do traçado intermediário proposto inicialmente pela DERSA.
A razão histórica, ecológica e cultural deste movimento encontra-se no sentido de pertencimento deste povo a um território, uma floresta urbana, uma das mais ricas e bonitas regiões de nossa cidade que pode ser vista da janela de milhares de moradores do centro urbano e que, sobretudo, é hoje responsável pela regulação climática e dispersão de poluentes da maior megalópole da América Latina.
A Avaliação Ecossistêmica do Milênio escolheu a RBCVSP como único estudo de caso brasileiro entre os 33 ao redor do mundo e concluiu que a região metropolitana de São Paulo poderia economizar milhões de reais em tratamento de água, obras contra enchentes e internações hospitalares devido a problemas correlacionados aos poluentes, preservando integralmente seu cinturão verde. 

















Sendo assim, o movimento liderado pelos Povos da Floresta Urbana em defesa do Cinturão Verde da cidade de São Paulo pode ser considerado uma das mais expressivas e legítimas formas de florestania numa grande cidade. O cenário social, ecológico e político de manifestações como estas tendem a impulsionar o desenvolvimento de políticas públicas mais pautadas na adoção de cautelas ambientais. Participem, pois o futuro de nosso principal remanescente florestal diz respeito à qualidade de vida de todos nós cidadãos e gerações futuras.
Passeata : 14/04 às 12h, na frente do vão livre do Masp (Av. Paulista- Estação Trianon do metrô)
Audiência pública: 14/04 ás 14:00 na Assembléia Legislativa.

Movimento S.O.S Cantareira




quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sustentável Mente: 87º Fórum do Comitê Cultura de Paz parceria UNESCO...

Sustentável Mente: 87º Fórum do Comitê Cultura de Paz parceria UNESCO...: " 87º Fórum do Comitê Cultura de Pazparceria UNESCO – Palas Athena Em adesão à 8ª Semana Martin Luther King Para celeb..."

quarta-feira, 30 de março de 2011

EDITAL DE APOIO A PROJETOS DE CONSERVAÇÃO - Boticário

(até 31/03)
Fundação Grupo Boticário

http://www.fundacaogrupoboticario.org.br/PT-BR/Paginas/novidades/detalhe/default.aspx?idNovidade=160

EDITAL DE APOIO A PROJETOS DE CONSERVAÇÃO

QUEM PODE SUBMETER PROPOSTAS:
Os editais de apoio a projetos da Fundação Grupo Boticário são destinados somente a pessoas jurídicas sem fins lucrativos, como organizações não-governamentais ou fundações e associações privadas. Não são aceitas propostas de instituições públicas, inclusive universidades, inscritas como instituição responsável.
A instituição responsável responderá pela representação jurídica do projeto por meio da pessoa que a representa legalmente, com comprovação em ata de eleição e estatuto. O responsável técnico é a pessoa que coordena e, juntamente com sua equipe, executa as
atividades técnicas do projeto. O representante legal pode acumular a função de responsável técnico desde que, efetivamente, atue como executor/coordenador do projeto.

CALENDÁRIO DE APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS:
A Fundação Grupo Boticário adota um calendário fixo para inscrição, análise e seleção de propostas. São dois períodos para inscrições em cada ano conforme os seguintes prazos:

Data limite para envio das propostas: 31 de março – 1º semestre* 31 de agosto – 2º semestre*
* (até a meia-noite)

Duração dos projetos e continuação:
As propostas devem ser apresentadas considerando-se o tempo de execução de 12, 18 ou 24 meses. Pode-se solicitar a continuidade (2ª fase) de projetos já aprovados pela Fundação Grupo Boticário, desde que o projeto anterior (1ª fase) seja concluído antes do prazo estabelecido para assinatura do novo contrato. Essa solicitação passará novamente pelo processo de seleção como uma nova proposta, não tendo nenhum tipo de privilégio em qualquer momento do processo de avaliação, seleção e implementação.

Valores:
A Fundação Grupo Boticário não determina valores mínimo ou máximo para as propostas, sendo que o valor total destinado a cada edital nos últimos dois anos variou entre R$ 500.000,00 e R$ 600.000,00. A cada edital, em média, são apoiadas cerca de 15 a 20 propostas. Podem ser apoiados recursos para: materiais de consumo, materiais permanentes, despesas com viagens (transporte, hospedagem, alimentação, pedágio), despesas com terceiros e despesas com pessoal (bolsas somente são destinadas a alunos de graduação).
Materiais importados poderão ser vetados.

LINHAS DE APOIO:
1. Ações e pesquisa para a conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais.
2. Ações para implementação de políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais.
3. Ações para regeneração de ecossistemas naturais.
4. Ações para prevenção ou controle de espécies invasoras.
5. Estudos para criação ou manejo de unidades de conservação.
6. Pesquisa sobre vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.

SOLICITE O EDITAL COMPLETO:
assis.gustavo@gmail.com

sexta-feira, 11 de março de 2011

Concurso Prefeitura de Guarulhos – Edital de Inscrição

Concursos – Editais A Prefeitura de Guarulhos SP, abriu concurso público oferecendo 120 vagas para Aluno Guarda Civil de nível médio com remuneração de R$ 930,08. As inscrições serão...
Veja neste link:

sábado, 29 de janeiro de 2011

SOS Mata Atlântica estreia exposição interativa em comemoração aos seus 25 anos

Mostra “Sua Mata, Sua Casa” passa por 12 capitais brasileiras durante um ano para chamar a atenção para a importância da Mata Atlântica e sensibilizar a sociedade sobre sua relação com o meio ambiente, com início no dia 11 de fevereiro, em Fortaleza.
Em comemoração aos seus 25 anos, a Fundação SOS Mata Atlântica – ONG pioneira a destinar esforços para a proteção e conservação do bioma mais ameaçado do país -, abre a exposição interativa “Sua Mata, Sua Casa”, no dia 11 de fevereiro, em Fortaleza. Com o objetivo de mobilizar a sociedade para uma melhor cidadania e mostrar que essa floresta está diretamente relacionada ao seu dia-a-dia, o novo projeto percorrerá 12 capitais em um ano e meio, com patrocínio de Bradesco Cartões e Natura e apoio local de estabelecimentos como o North Shopping Fortaleza, primeiro shopping a receber a exposição. A mostra permanecerá 20 dias em cada local, sempre em shopping centers, gerando conhecimento de maneira lúdica, divertida e curiosa por meio de ferramentas interativas e tecnológicas, como IPADs, mesa multi-touch e televisores. Além disso, outras atividades como palestras, shows, mobilizações, ações com voluntários e bike reportagens complementam a programação.
Onze capitais da Mata Atlântica (Fortaleza, Maceió, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Recife) e mais Brasília (que não está no Bioma, mas decide as leis que o afetam) vão ser sede da empreitada e compor, com vários indicadores, um dossiê a ser apresentado no final do percurso. Por ocasião da passagem do projeto, em cada capital visitada, a SOS Mata Atlântica também lançará com as prefeituras locais os Planos Municipais de Mata Atlântica, com o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista. “Esse é um momento bastante especial para a SOS Mata Atlântica, pois celebramos todas as nossas conquistas, realizações e até mesmo aprendizados que obtivemos ao longo desses 25 anos. Temos muitas histórias para contar em 2011 e vamos abrir essas comemorações com um projeto inspirador, que dialoga de maneira interativa com pessoas de diversas faixas etárias que moram na Mata Atlântica. Cada pedacinho da exposição foi pensado com carinho para aproximar a sociedade do bioma e levar um pouco de nós, do que temos feito e dizer que essa luta continua e que é de todos”, explica Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação.
Sua Mata, Sua Casa - Inspirado na ideia de que a Mata Atlântica é a nossa casa, a exposição reforça que as pessoas vivem em meio à Mata mesmo nas áreas urbanas e que a relação do homem com o bioma é mais direta do que ele imagina. O projeto cenográfico foi criado pela designer Karina Castardelli, da Sapiens Design Consciente , Felipe Vila e Guilherme Nicoletti do VIA6B Estúdio de Arquitetura e Design, com textos de Fernando Esselin e montagem da Pigari Cenografia, além de toda a supervisão e conteúdos da Fundação SOS Mata Atlântica.
A preocupação com a sustentabilidade está em todos os espaços, desde a estrutura (que é produzida com resíduos plásticos), os painéis de comunicação (feitos com papelão e embalagens reutilizadas) até uma árvore de garrafas PET e embalagens Tetrapack. Os muros externos da casa apresentam grafites que retratam temas ambientais. As emissões de carbono geradas pelo projeto serão também compensadas por plantios realizados no Programa Florestas do Futuro, da Fundação.
Um dos espaços da exposição retrata a degradação ambiental vivenciada nas últimas décadas através de uma instalação audiovisual. Painéis ilustrando o nascimento da Fundação, de seu programa de voluntariado e dicas do que a população pode fazer para contribuir com o meio ambiente enriquecem os ambientes. Temas mais densos, como a Lei da Mata Atlântica, foram trabalhados em animações lúdicas e divertidas para facilitar o aprendizado do público leigo e das crianças. A exposição é totalmente acessível a cadeirantes e traz propostas de interação para todas as idades.
As campanhas de mobilização realizadas pela SOS Mata Atlântica são representadas através de silhuetas humanas com as quais o público pode interagir. Já a cozinha mostra a riqueza e variedade de frutas e alimentos nativos. Os artesanatos revelam a diversidade cultural dos povos da Mata Atlântica e o Livro de Receitas traz o segredo do sucesso de uma série de iniciativas.
O quintal da casa é composto por mobiliário de materiais alternativos, onde acontecem as apresentações, podendo ser usado também como espaço de leitura e descanso. Ele é conectado à Biblioteca, que tem publicações da ONG para consulta. Os visitantes interessados em se cadastrarem na Conexão Mata Atlântica, rede social da Fundação, receberão uma foto digital na Mata Atlântica.
A mostra conta ainda com o Túnel da Mata, um espaço fechado e interativo, em que os visitantes podem explorar e descobrir animais emblemáticos do bioma. Esse espaço possui um quiz em Ipads e um mapa com touch-screen, onde o visitante pode navegar pelos remanescentes de Mata Atlântica nas cidades visitadas. As pessoas poderão também registrar suas críticas e ambições relacionados ao meio ambiente por meio de depoimentos que serão colocados na ‘Árvore dos desejos’, feita com garrafas PET e embalagens Tetrapack por artistas da Cooperaacs (Cooperativa Social de Trabalho e Produção de Arte Alternativa e Coleta Seletiva), também responsável pelas artes feitas com lixo que permeiam toda a exposição.
O projeto terá um bike repórter, profissional que percorrerá cada cidade, com o objetivo de coletar dados e informações da região e divulgar a iniciativa para a população. A bicicleta utilizada por ele também ficará exposta, assim como os resultados das entrevistas geradas. Estes dados vão compor o dossiê do projeto, com as demandas e manifestações das cidades, que será entregue em Brasília e na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a ser realizada no próximo ano, no Rio de Janeiro. O evento acontece exatamente 20 anos após a Rio-92, o maior acontecimento da década de 1990 ligado à conscientização da necessidade de proteção do meio ambiente. Esses dois eventos terão seus espaços na casa para mostrar o encontro do passado e futuro. “
Esse projeto não tem apenas caráter educacional, mas também político, pois ele possibilita à população dessas 12 cidades manifestarem suas necessidades. Trabalhamos também com políticas públicas e acompanhando de perto o que acontece em Brasília, exemplos disso são nossos esforços contra as alterações no Código Florestal, que está para ser votado a qualquer momento. Vamos continuar protegendo a nossa floresta”, enfatiza Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas.

Projeto Sua Mata, Sua Casa – exposição interativa dos 25 anos da Fundação SOS Mata Atlântica, estreia dia 11 de fevereiro em Fortaleza (CE). Mais informações: projeto25@sosma.org.br

domingo, 16 de janeiro de 2011

Convocatória para a Cúpula dos Povos para o Desenvolvimento Sustentável - Rio + 20

Prezados participantes de Agendas 21 Locais, membros de Coletivos Jovens de Meio Ambiente e entidades cadastradas no CNEA,

Entidades, movimentos sociais e redes da sociedade civil, organizadas enquanto Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio + 20, divulgaram em novembro de 2010 a , chamando todas as organizações populares interessadas a participar do processo de construção da Cúpula dos Povos de 2012.

Esta convocatória, bem como a ata da primeira reunião do Comitê Facilitador, estão em anexo a esta mensagem e trazem uma proposta de perspectiva que poderá guiar a atuação da sociedade civil antes, durante e depois do encontro mundial de 2012.

De acordo com a convocatória:
"O evento oficial Rio + 20, propõe-se a debater a economia verde e a governança internacional para o desenvolvimento sustentável. Está mais que na hora para que sistemas econômicos incorporem princípios, valores e instrumentos que assegurem a justiça e equidade social e a sustentabilidade e integridade ambiental. Construir a governança global na transição para uma economia inclusiva, justa e que respeite os
processos e limites ecológicos é campo de nossas preocupações também, certamente com perspectivas distintas que as respaldadas pela maioria dos governos, corporações comerciais e financeiras e setores industriais e agrícolas.
(...)
Neste sentido, o Comitê Facilitador Brasileiro chama as diversas redes e movimentos sociais do país, da região e do mundo para fazer da Rio+20:
• uma oportunidade para processos locais, setoriais, nacionais e globais de formação e reflexão política;
• um evento-processo com identidade própria;
• um momento de fortalecimento das lutas socioambientais;
• uma grande oportunidade de mobilização da sociedade: para debater, construir ações e levar a Rio+20 a uma mudança de paradigma visando a efetivação do desenvolvimento sustentável.
O Comitê Facilitador além de dar a sua contribuição para as articulações e diálogos no âmbito brasileiro, buscará colaborar com alianças, redes e organizações que desejem se engajar na realização de um evento internacional, plural e participativo, por ocasião da Rio+20."

Destaco que esta iniciativa é INDEPENDENTE de qualquer ação governamental, busca agregar núcleos da sociedade civil e é divulgada através desta lista com o intuito exclusivo de disseminar infomação e promover a integração de agentes sociais relevantes que podem se somar na construção deste movimento.

Para receber maiores informações e acessar os documentos em anexo em outros idiomas:
www.rio2012.org.br

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Meio Ambiente e o Direito

“A Natureza é a arte de Deus” escreveu Thomas Browne em pleno século XVII, muito depois da mudança de paradigmas que ocorreu com o fim da idade média. A visão teocêntrica houvera sido atropelada pela fúria renascentista que reestruturou a maneira de pensar do Homem, colocando-o no centro do Universo, referência máxima e absoluta de valores. O Iluminismo veio alicerçar o antropocentrismo que se impôs no pensar humano: o Homem posta-se assim perante os outros seres naturais numa posição de superioridade e até de antagonismo.
Esta alteração de arquétipos revolucionou a Humanidade: para o bem e para o mal.
Cabe aqui falar de Ambiente, o meio natural e social onde se vive, e das alterações que sofreu face ao fenómeno acima exposto.
A Natureza, como “arte de Deus”, fora respeitada, temida e protegida até à idade média: a ideia que Browne transmite, 5 séculos depois, é o espelho da mentalidade teocêntrica medieval.
Actualmente, no entanto, vigora um modelo de herança iluminista que coloca o Homem como Sol, Razão, Fim.
A revolução industrial, a revolução francesa, as grandes guerras e os períodos que a elas se seguiram transformaram paulatinamente a sociedade ocidental num antro consumista e ansioso, obeso e caótico, sustentado por uma indústria exaustiva e poluidora que exauriu, segundo as últimas perspectivas, indelevelmente o meio ambiente.
De há anos para cá vem sido chamada a atenção, por cientistas maioritariamente, mas também por escritores (já no séc. XIX Victor Hugo se lamentava” É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve.”), filósofos (Francis Bacon disse “Nós não podemos comandar a Natureza a não ser obedecendo-lhe”) e até filmes de massas (numa cena do tão badalado “Matrix”, o vilão acusa: “Os seres humanos são uma doença. Um cancro neste planeta. Vocês são uma praga.”) para a necessidade de agir.
Sim, porque o tempo de precaver, dialogar, ponderar, passou. Churchill disse-o (“The era of procrastination, of half measures, of soothing and baffling expediences, of delays, is coming to its close. In its place we are entering a period of consequences”) a outro propósito, mas a frase aplica-se igualmente nesta situação: é preciso tomar medidas urgentes para diminuir a emissão de gases para a atmosfera, atenuando o afincar do aquecimento global, que derrubará a Humanidade que a Natureza construiu. Al Gore disse, e bem, que já não é uma questão política: é uma questão moral. Acrescento: é, acima de tudo, uma questão jurídica. O agir que se impõe deve ser presidido por critérios justos e equitativos, sob pena de se cair no extremo oposto, em totalitarismos ecologistas radicais (passe a redundância). Cabe ao Direito o papel de sempre: ser o fiel desta balança.
Compete pois, excedida que está a capacidade de renovação dos ecossistemas terrestres, deixar de lado interesses eleitorais, interesses corporativos, interesses nacionais, para tomar nas mãos a responsabilidade de, todos juntos, tomar medidas a favor do Ambiente, o verdadeiro “bem público universal”.
O Direito tem, aqui, importância fulcral: o Direito existe para a Pessoa e a Pessoa surgiu da Natureza. “Nada pode nascer do Nada”. A defesa do ambiente é, por isso, uma prioridade para o Direito. A (boa) prática de reciclar, poupar energia, água, tem que deixar de fazer parte só da ordem Moral para ser juridicamente positivada em específicos deveres integrados numa política de Direito Universal.
É missão, melhor, imperativo, do Direito, que o antropocentrismo ceda em boa medida face ao ecocentrismo que a actual situação impõe. Através do Direito poderá superar-se a política legislativa populista e eleitoral que legalizou a destruição do ambiente. O Político ignorou o Direito, mas o Direito não pode ignorar a Pessoa.
As medidas a tomar serão radicais, atentatórias para alguns, mas está em causa a Vida Humana: existirão conflitos de interesses a dirimir, crises a estalar, mercados a ruir. Assim, mais que nunca, caberá ao Direito, pela mão dos jurisprudentes, “endireitar” o tortuoso caminho que virá.
Um provérbio africano traduz a mentalidade a haver: “Trata bem a Terra. Ela não te foi doada pelos teus pais. Ela foi-te emprestada pelos teus filhos.”
Mas não só no meio ambiente se fez sentir esta mudança de paradigma: também os animais sentem na pele a sobranceria humana.
São recorrentemente noticiados casos de crueldade humana para com animais: como referido, a elevação do Homem ao altar supremo tornou certas pessoas incapazes de discernir onde acaba essa superioridade.
Nesse sentido, surgiram organizações que pugnam pelos direitos dos animais. Coloca-se, de pronto, a questão: os animais têm direitos?
O Direito foi criado pelo Homem para o Homem; como tal, o Direito não reconhece aos animais “direitos” subjectivos: invocáveis em defesa da Pessoa, da dignidade, da propriedade, etc.
Não obstante, é completamente contrário ao direito o tratamento desumano (lá está: a Humanidade é um pressuposto do Direito) de qualquer forma de vida: assim, mesmo não tendo os animais direitos, o Direito impõe contudo aos Humanos (únicos destinatários das suas regras) deveres de respeito pelos animais, deveres que a ser violados comportam violações antijurídicas a punir. Como disse Bentham “Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar; O que importa é que são capazes de sofrer” e esse sofrimento não é lícito face ao Direito.
Tendo por base a premissa referida, aplicar-se-á às situações quotidianas: é prática antijurídica maltratar animais para divertimento pessoal; é prática antijurídica matar animais por razões despiciendas; é prática antijurídica humilhar, torturar ou desrespeitar animais. Assim responde o Direito às touradas, às lutas de cães, ao tráfico de animais, às indústrias que abusam dos animais em prol do lucro.
Oiça-se Dalai Lama: “A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo.” Oiça-se Schweitzer: “tudo o que é vivo tem o direito de viver". Oiça-se Darwin: “A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana”. Mas oiça-se, sobretudo, o Direito: Todas as formas de vida devem ser respeitadas.
Porque, parafraseando o Professor Vera Cruz, “Se o Direito é para os humanos, só há humanidade no Direito se este constituir como dever o respeito devido aos animais”.
Outro fenómeno intrinsecamente ligado à divinização do Homem é a padronização da aparência física: foram criados, através de intensas campanhas por parte de agências de modelos, farmacêuticas, marcas de roupa, e outras interessadas, cânones de beleza, que se impõem ao bom-senso e arrastam milhares de jovens (e não só) para preocupações obsessivas e compulsivas que resultam em doenças, entre as quais as nunca demasiadamente mediatizadas anorexia e bulimia.
Estas doenças advêm de concepções de beleza alicerçadas no ideal de magreza: são pois fenómenos do Mundo ocidental moderno, que não guardou reminiscências do jargão “gordura é formosura”.
As pessoas esquecem-se que, como diz Pascal, “A própria moda e os países determinam aquilo a que se chama beleza”, i.e., todos estes ideais são transitórios, efémeros, o que comprova que não existe UM ideal de beleza.
Estes complexos originam fenómenos a combater, como por exemplo a dieta alimentar exagerada, que degrada a saúde, a dignidade e a vida humana, num processo de escravização dos modelos comportamentais que vem hipotecar a felicidade interior. Jules Renard resume tudo: “A felicidade é sermos felizes; não é fingirmos perante os outros que o somos”. Porque “só os ignorantes julgam a interioridade a partir da exterioridade.
É este processo de degradação que vem exigir a intervenção firme do Direito, não atacando o problema, mas atacando as causas: é possível impor limites aos fascismos das agências de castings, é possível combater os preconceitos que estão na base destes distúrbios.
E, mais uma vez, importa atacar o lado oposto da questão: a obesidade, que nasce de um consumo sôfrego impulsionado pela indústria fast-food, é igualmente um problema a ser atacado pelo Direito: é preciso derrubar interesses poderosos em nome da dignidade humana.
Em defesa do ambiente, dos animais e contrariando os gigantes que dominam a indústria alimentar, surgiram movimentos vegetarianos, que pugnam pelo ambiente, que rejeitam a ingerência de animais e promovem os produtos verdes, naturais. Muitos destes movimentos são caracterizados pelo radicalismo: bem há pouco tempo Portugal foi palco de uma intervenção nada ecológica de um dito “Movimento Verde Eufémia”, que destruiu uma plantação de alimentos transgénicos destinados ao mercado de massas. Estes são excessos que o Direito rejeita.
Concluindo, o Direito tem regras que permitem ultrapassar estes problemas: cabe aos jurisprudentes alertar para as soluções existentes e lutar pelo caminho justo.
São batalhas a ser travadas entre o cultor do Direito e o Legislador, mas cabe ao primeiro demonstrar que a razão não pode ser escrava da autoridade.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Outubro das crianças

No Centro Cultural Bom Jardim, é assim!


crianças pintando " Lagarta".
Em homenagem ao dia das crianças o programa AEMA, e os monitores do lagarta pintada prepararam algo especial: oficina de brinquedos, brincadeiras, contação de história; etc.
Todos os domingos apartir das 16h.

sábado, 9 de outubro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

3º Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo

Jovens expressam o seu fazer teatral, trocam experiências e promovem reflexão sobre cultura e juventude.

Nove dias de intercâmbios artísticos, workshops, apresentações teatrais e um Fórum de discussão acerca do Teatro em Comunidade compõem a programação do 3º Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo, que acontece de 11 a 19 de setembro, no Centro Cultural Arte em Construção (Avenida dos Metalúrgicos, 2100), sede do grupo Pombas Urbanas, e em Praças do bairro Cidade Tiradentes, extremo leste da capital.
 
Um encontro realizado por grupos de teatro jovem que visam reunir e trocar experiências com diversos grupos que trabalham com Teatro em Comunidade. Além de desfrutar de uma programação artística, ocupar praças e ruas do bairro Cidade Tiradentes com apresentações teatrais e um cortejo de encerramento com a Banda Alana (Jd. Pantanal – zona leste), esses jovens aproveitam para discutir sua sustentabilidade, organização e pesquisa do fazer teatral.
 
Desde 2008, o Pombas Urbanas e o Núcleo Teatral Filhos da Dita (primeira turma de teatro jovem da Cidade Tiradentes formada pelo Pombas) fazem deste bairro palco para a realização de um Encontro Comunitário, que nessa 3ª edição traz duas apresentações dos alunos do Centro Cultural Piollin (João Pessoa - PB) e do Grupo de Teatro Ajedrez (Medellín - Colômbia). Durante a semana do Encontro, ambos os grupos realizarão workshops para compartilhar processos artísticos desenvolvidos em suas comunidades na formação de jovens.

 
De São Paulo, os grupos da zona leste Trupe Arruacirco, do Itaim Paulista; Cia do Outro Eu, de São Matheus; e Grupo doBalaio, da Vila Curuçá participam do evento. De outras regiões da cidade: Trupe Trapos Dell'Arrua, Bexiga; Cia Jovem Paidéia de Teatro, Santo Amaro;GTO Revolução Teatral, Santo André; e, do interior de São Paulo, os grupos Teatro Popular Cara e Coragem (Caconde) e Nativos Terra Rasgada (Sorocaba). Jovens que têm atuação ativa em suas respectivas comunidades e que, ao mesmo tempo, buscam fortalecer sua experiência.

 
Além de workshops e apresentações teatrais, dentro da programação do Encontro acontece o 1º Fórum de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo, que reúne representantes de sólida experiência na realização de projetos de arte e teatro para a transformação social e representantes de grupos jovens, que cada vez mais reafirmam a importância do Teatro Comunitário e expõem a necessidade de apoios que deem subsídios à essa efervescente produção.

 
O Fórum acontece na sexta (17) e no sábado (18), a partir das 10h, e dentre os temas estão: Qual o papel do Estado para o desenvolvimento do Jovem e do Teatro nas comunidades (representantes da Funarte, Secretaria Municipal de Cultura e grupos ganhadores da Fomento ao Teatro e do Programa de Valorização de Iniciativas Culturais - VAI)Caminhos para consolidação dos projetos de grupos jovens de teatro (representantes do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura e Rede Livre Leste) e Como o teatro em comunidade dialoga com Movimentos Sociais e Culturais (pesquisadora teatral Márcia Pompeo, integrante do Centro Cultural Piollin, Movimento Nossa Zona Leste e da Rede Colombiana de Teatro em Comunidade).
 

 
SOBRE O ENCONTRO
 
O Pombas Urbanas, grupo de teatro com 20 anos de trajetória, em 2003 ocupou um galpão abandonado de 1600m² cedido pela Cohab para a construção de um projeto comunitário de teatro com jovens do bairro Cidade Tiradentes. Desde sua chegada, o projeto resultou na formação doNúcleo Teatral Filhos da Dita, grupo de dez jovens que estão à frente da organização do evento, junto a outros jovens em processo de formação teatral no Centro Cultural Arte em Construção, como: Turma Jovem de TeatroTurma InicianteTurma do Somos do Circo eMaracatu Pombas Urbanas; que se juntam a grupos de teatro jovem da zona leste para expressar o seu fazer teatral, trocar experiências e promover uma reflexão sobre cultura e juventude.

 
No 1º Encontro, o Pombas organizou e articulou a vinda de representantes de redes de teatro comunitário e de grupos profissionais do Brasil e América Latina para compartilhar suas experiências. No 2º, a programação contou prioritariamente com grupos jovens, que apresentaram espetáculos e fizeram um seminário, dialogando entre si a partir do seu ponto de vista sobre questões de sustentabilidade e experiências teatrais em comunidades. Desta vez, o 3º Encontro mescla os encontros anteriores e traz uma programação com diferentes espetáculos e linguagens, workshops que possam aprimorar a produção artística e discussões acerca do Teatro em Comunidade e formas de apoio e consolidação de grupos jovens de teatro.

 

SERVIÇO
PROGRAMAÇÃO 3º ENCONTRO COMUNITÁRIO DE TEATRO JOVEM DA CIDADE DE SÃO PAULODe 11 a 19 de setembro, das 10h às 20h
Toda a programação é gratuita e acontece no Teatro Ventre de Lona - Centro Cultural Arte em Construção (Avenida dos Metalúrgicos, 2100) e em praças do bairro Cidade Tiradentes. Exceto a apresentação do Pombas Urbanas, que será na Praça do Correio, centro de SP*

Sábado (11/9)
10h – Abertura do 3º Encontro com uma oficina de integração com todos os grupos.

 
    16h – Espetáculo: “Uma mulher, uma história, várias máscaras”    Trupe Trapos Dell'Arrua (Bela Vista – centro)    Yolanda, uma bela e rica jovem que durante uma visita a São Paulo fica sabendo da morte de toda sua família e             passa a ser cuidada por seu ambicioso tutor, o Dr. Albuquerque, que a julga como louca e a prende em uma casa         no bairro Bela Vista.    Duração: 50 minutos Classificação: Livre    Local da apresentação: Praça 65
 

19h – Espetáculo: “Casamento de Branco”Centro Cultural Piollin (João Pessoa – PB)Produzido em 2007 pelos alunos do Centro Cultural Piollin, com idade média entre 14 e 16 anos, o espetáculo apresenta um texto do autor alagoano Altimar Pimentel que trata dos conflitos que envolvem o casamento encomendado de Jacira, filha do Capitão Formiga, com o Dr. Carlos Alberto, parente dos Formigas.Duração: 50 minutos Classificação: LivreLocal da apresentação: Teatro Ventre de Lona

Domingo (12/9)
11h – Espetáculo: “O Primeiro Voo de Ícaro”Cia Jovem Paidéia de Teatro (Santo Amaro – zona sul)Num baile de formatura, um professor relembra as histórias de três de seus alunos: uma menina que nasce condenada por questões sociais e raciais, uma garota que resolve se apaixonar; e um menino que detesta as interferências de seus pais em sua vida.Duração: 50 minutos Classificação: 10 anosLocal da apresentação: Teatro Ventre de Lona

14h às 17h – Intercâmbio para troca de experiências teatrais.

 

 
Segunda-feira (13/9)

 
16h – Espetáculo: “Histórias Para Serem Contadas”Pombas Urbanas (Cidade Tiradentes – zona leste)Tocando e cantando, um grupo de atores vai de cidade em cidade, de praça em praça, representando o jogo da vida. Numa linguagem vibrante, eles contam histórias incríveis de pessoas comuns, como a do homem que virou cachorro e a do camelô que ganhava a vida no grito e morria de dor de dente. A rua, palco do espetáculo, é o cenário cotidiano dessas tragédias, comédias e dramas urbanos, que muitos não querem ver.Duração: 60 minutos Classificação: Livre*Local da apresentação: Praça do Correio – Centro de SP

Terça-feira (14/9)

 
10h - Workshop com Centro Cultural PiollinO workshop “Trabalho da Cultura Popular no Corpo do Ator” busca desenvolver o ritmo e a energia do ator em cena, colaborando para a composição de personagem, ou mesmo do ritmo do espetáculo, por meio de danças como: Coco, Ciranda e o Cavalo Marinho.Público-alvo: Jovens e adultos a partir de 14 anosNúmero de Vagas: 25 participantes (é recomendado o uso de roupas leves para facilitar os movimentos)Ministrantes: Alunos do Centro Cultural PiollinAssessoria: Educadoras de Teatro do Centro Cultural Piollin
 
 
16h – Espetáculo: “Se os tubarões fossem homens”Trupe Arruacirco (Itaim Paulista – zona leste)Livre adaptação da crônica do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, o espetáculo retrata uma pacata família da classe média brasileira, que a partir de uma inocente pergunta: “Pai, e se os tubarões fossem homens?'', traz à tona várias questões sobre a sociedade.Duração: 40 minutos Classificação: LivreLocal da apresentação: Praça Tiradentes (em frente ao Terminal de ônibus)


 
20h – Espetáculo: “Pedras, sonhos, nuvens”GTO Revolução Teatral (Santo André – Grande ABC)O espetáculo aborda a saga de imigrantes nordestinos que vêm tentar a vida em São Paulo e topam com diferenças culturais que provocam conflitos familiares. Com a linguagem do Teatro do Oprimido, o público é convidado a entrar em cena, dando ao protagonista possibilidades diferentes das que segue o texto.Duração: 60 minutos Classificação: LivreLocal da apresentação: Teatro Ventre de Lona

Quarta-feira (15/9)

 
10h – Workshop com Grupo de Teatro Ajedrez
Trabalho prático sobre os princípios de treinamento das atrizes do Grupo Ajedrez para o uso do corpo em cena.

 
16h – Espetáculo: “A Mosca...”Cia do Outro Eu (São Matheus – zona leste)Numa incessante disputa entre a necessidade de sobrevivência e o sonho de ser artista, uma trupe de anônimos vagueia pelas ruas da cidade. E nessa longa viagem de encontros e desencontros, deparam-se com o público e descobrem que ser artista é muito pouco se a sua arte não for compartilhada.Duração: 30 minutos Classificação: LivreLocal da apresentação: Praça Professor Roberto de Souza


20h – Espetáculo: ¿Toda una vida?”Grupo de Teatro Ajedrez (Medellín – Colômbia)Quatro jovens atrizes representam homens e suas visões estereotipadas sobre as mulheres, num espetáculo que mostra os problemas que afligem a maioria delas. Da infância a velhice, as personagens confrontam idade e tempo de maneira diferente, mas com o propósito de uma reflexão.Duração: 60 minutos Classificação: 14 anosLocal da apresentação: Teatro Ventre de Lona

Quinta-feira (16/9)

 
10h – Workshop com Grupo de Teatro AjedrezO processo, a análise e os conceitos inerentes à proposta de montagem do espetáculo "Toda Una Vida?"
 
 
16h – Espetáculo: “Numa Roda”Grupo doBalaio (Vila Curuçá – zona leste)Uma contadora de histórias que não agrada a nenhum público e dois palhaços recém-demitidos de um circo se encontram e, juntos, decidem encenar a vida de Tiriba, um menino de circo, para conseguir ganhar dinheiro.Duração: 50 minutos Classificação: LivreLocal da apresentação: Praça Mestre José Caetano (próximo ao Céu Inácio Monteiro / 4º quadra) Cidade Tiradentes

 
20h – Espetáculo: “Os Tronconenses”Núcleo Teatral Filhos da Dita (Cidade Tiradentes – zona leste)Um espetáculo que revela, por meio de brincadeiras, um mundo em crise, onde crianças da cidade imaginária “Tronconé” representam histórias sobre abandono, lembranças e pessoas comuns no cotidiano urbano. Carregadas de alegrias, tristezas e aventuras, essas histórias revelam um mundo adulto em crise, em que loucura e lucidez se confundem.Duração: 60 minutos Classificação: 12 anosLocal da apresentação: Teatro Ventre de Lona

 
Sexta-feira (17/9)

 
10h – 1º Fórum de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo
Tema 1: Qual o papel do Estado para o desenvolvimento do Jovem e do Teatro nas comunidadesMaria do Rosário Ramalho – Diretora de Fomentos do Departamento de Expansão Cultural (DEC) é o órgão da Secretaria Municipal de CulturaPriscila Preta – atriz da Capulanas Cia de Arte Negra, grupo contemplado pela 16° edição do Programa de Fomento ao Teatro.Natália Suiti - atriz integrante do Grupo Teatral Parlendas (São Caetano do Sul), ganhador do Programa VAI – Valorização de Iniciativas Culturais (edição 2010).

 
15h – 1º Fórum de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo
Tema 2: Como o teatro em comunidade dialoga com Movimentos Sociais e CulturaisMárcia Pompeo Nogueira – pesquisadora brasileira da Universidade de Santa Catarina, possui estudos acadêmicos sobre Teatro em Comunidade e é autora de livros sobre o tema.Jorge Blandón – diretor da Corporación Cultural Nuestra Gente e co-fundador da Rede Colombiana de Teatro em Comunidade.Centro Cultural Piollin - sobre o grupo e trabalho com os jovens.Tião Carvalho – integrante do Movimento Nossa Zona Leste.
 
 
20h – Espetáculo: “Um Fura-Bucho no Reino do Risca-Faca”Teatro Popular Cara e Coragem (Caconde – interior de SP)Uma comédia em ato único que critica as fábulas infantis e a relação de poder que se estabelece nas comunidades. O espetáculo provoca a reflexão e a discussão do doutrinamento das crianças, que se utiliza de instrumentos de poder para a alienação.Duração: 60 minutos Classificação: LivreLocal da apresentação: Teatro Ventre de Lona

Sábado (18/9)

 
10h  1º Fórum de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo
Tema 3: Caminhos para consolidação dos projetos de grupos jovens de teatroIntegrantes da REDE LIVRE LESTE

 
15h – Espetáculo “Circo do amanhã”Centro Cultural Piollin (João Pessoa – PB)Resultado da oficina de circo do Centro Cultural Piollin, coordenada pelos artistas e educadores circenses Kleber Morone e Simone Alves, o jovens atores apresentam sua pesquisa realizada sobre o universo do circo tradicional.Duração: 50 minutos Classificação: LivreLocal da apresentação: Praça Jardim Maravilha
 

 
20h – Espetáculo ¿Toda una vida?”Grupo de Teatro Ajedrez (Medellín – Colômbia)Quatro jovens atrizes representam homens e suas visões estereotipadas sobre as mulheres, num espetáculo que mostra os problemas que afligem a maioria delas. Da infância a velhice, as personagens confrontam idade e tempo de maneira diferente, mas com o propósito de uma reflexão.Duração: 60 minutos Classificação: 14 anosLocal da apresentação: Teatro Ventre de Lona

Domingo (19/9)

 
15h – Cortejo pelas ruas da Cidade Tiradentes com grupos participantes e público.

 
17h - Encerramento com show da Banda Alana (Jd. Pantanal – zona leste)Com repertório de maracatu, ijexá, salsa, samba-rock, samba, reggae, pop rock, xote, caboclinho, funk soul e ciranda, o grupo formado por jovens do Projeto Espaço Alana e Banda transmite em seu show a importância da música no contexto social.Duração: 60 minutos Classificação: LivreLocal da apresentação: Centro Cultural Arte em Construção



 
Teatro Ventre de Lona (135 lugares)Centro Cultural Arte em Construção – Instituto Pombas UrbanasAvenida dos Metalúrgicos, 2100
Bairro Cidade Tiradentes – Zona Leste / SP 
www.pombasurbanas.org.br
Entrada Gratuita – Retirar ingresso com 1 hora de antecedência ou reservas pelo 11 2285-7758


 
Mais informações
Neomisia Silvestre / Ellen Rio Branco / Renata Margareth(Pombas Urbanas)
11 2282-3801 / 9631-1953
comunicacao@pombasurbanas.com.br